Nos últimos anos, as evidências têm revelado uma associação entre fatores emocionais e sociais (como solidão, por exemplo) com desfechos adversos cardiovasculares. Também tem sido investigado a relação entre mentalidade (mindset) e o aumento do risco cardíaco, o que representa um alvo importante para intervenção, pois essa é uma característica potencialmente modificável.

Uma revisão sistemática com metanálise publicada em 2019 no JAMA investigou se um mindset de otimismo (vs pessimismo) estaria associado a um menor risco de doenças cardiovasculares e mortalidade. O estudo incluiu dados de 229.391 indivíduos e foram analisados pensamentos específicos, padrões habituais de pensamento que influenciam as visões e interações dos indivíduos e potenciais mecanismos subjacentes a essas associações.

Os resultados sugerem que um mindset de otimismo está associada a menor risco cardiovascular e que a promoção do otimismo e a redução do pessimismo podem ser importantes como uma medida preventiva de saúde.

Frente ao delicado cenário mundial de saúde pública que nos encontramos, mais que nunca, o otimismo precisa ser trabalhado. A relação entre saúde física e mental se torna cada dia mais evidente e não pode ser ignorada. Portanto, que sejamos capaz de enxergar oportunidades, manter a esperança e buscar o melhor de toda situação.

Referência:

Rozanski, A., Bavishi, C., Kubzansky, L. D., & Cohen, R. (2019). Association of Optimism With Cardiovascular Events and All-Cause Mortality. JAMA Network Open, 2(9), e1912200.