A conexão com a natureza pode facilitar a adoção de práticas alimentares sustentáveis e saudáveis e o bem-estar do indivíduo.

O Ministério da Saúde deixa claro a importância de se pensar na saúde ambiental como um aspecto fundamental da promoção e da proteção à saúde dos cidadãos, uma vez que o ambiente ecologicamente equilibrado está em consonância, inclusive, com os princípios e as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), como integralidade do cuidado, universalidade, equidade e controle social.

Os profissionais da saúde devem transmitir seu conhecimento, contribuindo para a adoção de novos hábitos e condutas de saúde para população.

O consumo de alimentos ultraprocessados, além de estar associado à maior prevalência de doenças crônicas, favorece também a contaminação ambiental por meio das embalagens, em sua maioria plásticos não retornáveis e não recicláveis.

A agricultura praticada em larga escala, marcada pela utilização de transgênicos e dominada pela indústria de agrotóxicos, pesticidas e fertilizantes químicos, cresceu 93% no mundo e 90% no Brasil entre os anos de 2005 e 2015, e é acompanhada por um aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, cuja produção e comercialização contribuem não apenas para o cenário das doenças crônicas, mas também para as mudanças climáticas devido ao aumento da produção de gases promotores do efeito estufa.

Por outro lado, evidências mostram que a conexão com a natureza, compreendida pela forma como as pessoas identificam-se com o ambiente natural e as relações que elas formam, estão associadas a um comportamento pró-ambiental, refletindo escolhas alimentares mais sustentáveis. Essa conexão também está atrelada a aspectos psicossociais, como o bem-estar subjetivo e os valores humanos.

 

Referência:
Bruno, Vânia Hercília Talarico et al. Conexão com a natureza e associação com motivos de escolhas alimentares entre profissionais da atenção primária à saúde. Ciência & Saúde Coletiva. 2021, v. 26, n. 4, pp. 1323-1332.