“A informação nos rótulos dos alimentos vem sendo considerada uma estratégia fundamental para promover uma alimentação saudável e combater doenças como a obesidade, diabetes, ente outras.” Esta foi a fala da Anvisa, em seu site oficial, quando se deu início às discussões, em 2018, sobre uma nova regulamentação dos rótulos dos alimentos.

Mesmo antes desse ano, em 2015, a Anvisa já tinha aprovado, por exemplo, a norma que obrigava as indústrias a inserirem nos rótulos os principais alimentos que causam alergia. Segundo um estudo da OMS, 35% dos brasileiros possuem alguma alergia, sendo a maioria delas alergias alimentícias. 

Essa nova regulamentação abrange alimentos que possuem os seguintes ingredientes: trigo (centeio, cevada, aveia e seus derivados hibridizados); crustáceo; ovos; peixes; amendoim; soja; leite (de todos os tipos); amêndoa; avelã; castanha de caju; castanha do Pará; macadâmia; nozes; pecã; pistaches; pinoli; castanhas e látex natural. Assim, se os produtos possuírem qualquer um desses ingredientes, eles devem apresentar, segundo as normas da Anvisa, a informação: “Alérgicos: Contém (nome dos alimentos listados)” ou “Alérgicos: Contém derivados de (nome dos alimentos listados)”.

De lá para cá, outras mudanças foram feitas quanto às informações contidas nas embalagens dos produtos alimentícios. Neste ano, a Anvisa votou uma nova regulamentação para o destaque, nas partes superior e frontal das embalagens, quando houver excesso de substâncias como açúcar e sódio naqueles alimentos. Em destaque, estarão o desenho de uma lupa ao lado do ingrediente com alta concentração.

Mesmo com essas mudanças, muitas pessoas não prestam atenção aos rótulos dos alimentos que consomem. Como nutricionista, é importante que você incentive seu paciente a criar o hábito de consultar os rótulos. Na verdade, ensinar seu paciente a ler o rótulo nutricional aumenta a adesão à dieta. Você sabia? Isso porque, sabendo ler adequadamente os rótulos, o próprio paciente consegue ver por ele mesmo o que você ensina, ele consegue ter uma visualização mais prática do que você mesmo já explicou.

Por isso, aqui vão algumas dicas para passar ao seu paciente sobre rótulos de embalagens alimentícias:

  • A lista dos ingredientes está em ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente é aquele que está em maior quantidade no produto e o último, em menor quantidade. Ex.: Alguns alimentos que são descritos como integrais contém, como primeiro ingrediente, farinha enriquecida com ácido fólico, mostrando que aquele alimento não é composto, em sua maioria, de um ingrediente integral;
  • Alguns produtos podem conter açúcar com outros nomes, como: glicose de milho, xarope de glicose, xarope de milho, maltodextrina e dextrose;
  • Evite o consumo em excesso d produtos que contenham: adoçantes artificiais (aspartame, sucralose, sorbitol, sacarina, acesulfame, malitol, polidextrose), conservantes BHT e BHA (hidroxianisol e hidroxitolueno, butilado), benzoato de sódio, glutamato monisódico, nitrato de nitrito de sódio, gorduras trans/hidrogenas, corantes artificiais e bromato de potássio;
  • Na maior parte das vezes, quanto menos ingredientes, melhor.