A obesidade é definida como um acúmulo excessivo de gordura corporal causado pela disparidade no balanço energético, onde uma combinação de alta ingestão calórica e um estilo de vida sedentário resulta em um aumento significativo na incidência de problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, dislipidemia e aterosclerose.

A ingestão de alimentos é controlada por uma rede regulatória complexa que depende da regulação central da homeostase energética – e um distúrbio nesses processos pode levar à obesidade.

O hipotálamo é crítico na regulação dos circuitos neurais de controle da ingestão de alimentos, que produzem uma série de neuropeptídeos que influenciam a ingestão de alimentos. Além disso, o hipotálamo recebe e integra sinais neurais, metabólicos e humorais periféricos.

A leptina e a insulina enviam sinais fisiológicos cruciais ao hipotálamo, a respeito da regulação do padrão diário de comportamento de ingestão alimentar. Quando a entrada desses hormônios é prejudicada, por exemplo, com a resistência à insulina e leptina, o hipotálamo perde o padrão de comportamento alimentar e desencadeia hiperfagia que favorece o ganho de peso.

Atualmente, o uso de compostos nutracêuticos está associado
com benefícios à saúde. Citaremos o exemplo do gengibre e abacate, que são usualmente utilizados ​​por muitas pessoas em todo o mundo. Seu efeito como composto nutracêutico, no entanto, é menos conhecido pela população em geral.

Uma revisão publicada em 2020, demonstrou que os efeitos nutracêuticos do gengibre e do abacate são reconhecidos em muitos tecidos.

A obesidade e a hipertrofia dos adipócitos induzem alterações que afetam diferentes tecidos, diminuindo a sinalização dos hormônios, aumentando os fatores inflamatórios e induzindo o estresse oxidativo.

O uso de gengibre e abacate como adjuvante no tratamento ou prevenção da obesidade tem sido demonstrado por meio de melhorias no metabolismo de lipídios, diminuição da inflamação e do estresse oxidativo induzido pela obesidade e diminuição dos níveis de lipídios no sangue, relacionados ao tecido adiposo. Por esse motivo, o gengibre e o abacate podem ser úteis para os pacientes e sugeridos como coadjuvantes no controle do ganho de peso.

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Referências:

1- Beltowski, J., Wojcicka, G., Gorny, D., & Marciniak, A. (2000). The effect of
dietary-induced obesity on lipid peroxidation, antioxidant enzymes
and total plasma antioxidant capacity. Journal of Physiology and Pharmacology, 51, 883–896.

2- Bluher, M. (2013). Adipose tissue dysfunction contributes to obesity
related metabolic diseases. Best Practice & Research: Clinical Endocrinology, 27, 163–177.

3- Ahmad, B., Rehman, M. U., Amin, I., Mir, M. U. R., Ahmad, S. B., Farooq, A.,
… Fatima, B. (2018). Zingerone (4-[4-hydroxy-3-methylphenyl] butan2-one) protects against alloxan-induced diabetes via alleviation of oxidative stress and inflammation: Probable role of NF-kappa B activation. Saudi Pharmaceutical Journal, 26, 1137–1145.

4- Ahn, E. K., & Oh, J. S. (2012). Inhibitory effect of galanolactone isolated
from Zingiber officinale roscoe extract on adipogenesis in 3T3-L1 cells.
Journal of the Korean Society for Applied Biological Chemistry, 55,
63–68

5- Tramontin, Natalia dos Santos, et al. “Ginger and avocado as nutraceuticals for obesity and its comorbidities.” Phytotherapy Research 34.6 (2020): 1282-1290.