O BLW (baby-led weaning) trata-se de um método de introdução alimentar que consiste em estimular a autoalimentação, ritmo e autonomia do bebê em suas refeições.

Apesar do método possuir vários benefícios, tais como: o desenvolvimento oral por meio da mastigação, o autocontrole e menos estresse durante as refeições, muitas mães não se sentem confiantes em adapta-lo, especialmente pela preocupação com o risco de asfixia por engasgo.

No entanto, o risco de engasgo entre o método tradicional e o BLW é proporcional, e pode ser, por vezes, facilmente confundido com o “reflexo de gag” (ou reflexo de vômito), que ocorre no fundo da boca, em uma contração involuntária dos músculos da faringe, provocada quando o alimento mal mastigado toca a úvula ou o palato mole e retorna à posição anterior da cavidade oral antes de ser deglutido. Consecutivamente, ele será cuspido, ou mastigado e engolido.

Quando o bebê tem a liberdade de tocar e sentir diferentes texturas, cheiros e sabores dos alimentos, ele se sente bem e se desenvolve muito além da Nutrição.

Apesar da individualidade do bebê, é importante levar em consideração o momento em que as refeições serão ofertadas, bem como, o que será consumido, além do ritmo em que cada refeição será realizada e a quantidade ingerida. Não se deve ocorrer o desmame precoce, pois a introdução alimentar tem o dever de complementar o aleitamento materno, uma vez que na prática do BLW boa parte das necessidades energéticas e de micronutrientes ainda será suprida através da amamentação.

A prática do BLW além de ser associada à maior participação infantil nas refeições familiares, também está ligada à maior autorregulação da saciedade, à menor exigência alimentar dos bebês e ao menor nível de ansiedade dos pais. Ao disponibilizarem os alimentos à criança também será proporcionado um ambiente agradável, assim o bebê poderá exercitar suas habilidades motoras e conhecer os mais variados alimentos.

No geral, a oferta dos alimentos em pedaços, representa um grande encorajamento, que é o ponto fundamental do método.
As diferentes texturas auxiliam a percepção sensorial e geram inúmeros benefícios relacionados ao crescimento orofacial.

Mas lembre-se, as quantidades e frequências em que os alimentos são oferecidos deve sempre se basear na aceitação da criança, nas necessidades individuais, na densidade dos alimentos e na quantidade do leite materno. A implementação do BLW também requer alguns cuidados relativos ao desenvolvimento, como: equilíbrio postural para sentar‐se com pouco ou nenhum auxílio, bem como estabilidade para alcançar, agarrar e conduzir os alimentos à boca.

 

 

Referência:
ARANTES, Ana Letícia Andries et al. Método Baby-Led Weaning (BLW) no contexto da alimentação complementar: uma revisão. Revista Paulista de Pediatria, v. 36, n. 3, p. 353-363, 2018.