A avaliação da composição corporal é uma tentativa de simplificar um processo que é inerentemente complexo. Como tal, existem vários métodos que tentam estimar, com precisão, a massa magra, a massa gordurosa e seus subcomponentes.

Os vários métodos são frequentemente classificados na literatura científica como métodos de laboratório (por exemplo, DEXA), ou métodos de campo (por exemplo, dobras cutâneas, ultrassom, bioimpedâncias), dependendo de seu respectivo uso em pesquisas e configurações clínicas, bem como sua portabilidade. Métodos de laboratório – incluindo modelos de múltiplos compartimentos – têm sido tradicionalmente considerados mais precisos e válidos.

A bioimpedância, por exemplo, evoluiu para incluir frequências múltiplas. E esta tecnologia pode estimar com mais precisão a composição corporal, por meio de diversas propriedades elétricas de tecidos corporais dependentes de frequência, em oposição aos métodos tradicionais de frequência única (como as bioimpedâncias portáteis). No entanto, níveis mais altos de sofisticação com opções de multifrequência costumam ser acompanhados por menor disponibilidade e custo mais alto de investimento.

Dentre os métodos de avaliação da composição corporal que são mais comumente encontrados no dia a dia de consultório temos as dobras cutâneas e a bioimpedância. Além desses, o ultrassom vem ganhando popularidade como mais uma forma de avaliação para ser incorporada na antropometria dos pacientes, apesar do seu alto custo.

Trouxemos, a seguir, alguns pontos fortes e limitações desses métodos para te ajudar a entender um pouco mais sobre cada um deles:

1 – Dobras cutâneas:

– Vantagens: baixo custo de investimento na aparelhagem e manuseio simples; boa portabilidade; método confiável para avaliar a gordura local.

– Desvantagens: estimativa do percentual de gordura dependente da equação utilizada; dependente da experiência e técnica do avaliador; difícil aplicabilidade em pacientes com percentual de gordura elevado.

2 – Bioimpedância:

– Vantagens: uso fácil e simples; baixo custo de investimento para adquiri-la com uma única frequência; boa portabilidade (no caso das portáteis); seguro; independe da experiência do avaliador.

– Desvantagens: é influenciado pelo sexo, idade, altura, estado da doença e raça; subestima a massa livre de gordura (MLG) em indivíduos com peso normal e a superestima em indivíduos obesos, em comparação com DEXA. A validade da bioimpedância de frequência única e da multifrequencial pode ser limitada a adultos saudáveis, jovens e eu-hidratados.

3 – Ultrassom:

– Vantagens: altamente repetível; prontamente disponível; amplamente utilizado; portátil; rápido; radiação não invasiva e sem ionização. Estimativas exatas e precisas da espessura da gordura em vários locais do corpo, capazes de medir a espessura dos músculos e ossos.

– Desvantagens: requer um avaliador qualificado e experiente; os procedimentos e técnicas de medição ainda não estão padronizados; confundidores inerentes, como fáscia muscular, podem complicar a interpretação dos resultados. Custo superior aos outros métodos.

Qual(is) método(s) de avaliação você costuma usar no seu dia a dia, Nutri?

 

Referência:
Aragon, Alan A., et al. “International society of sports nutrition position stand: diets and body composition.” Journal of the International Society of Sports Nutrition 14.1 (2017): 16.