A Sarcopenia foi definida como uma perda involuntária de massa e força muscular esquelética relacionada à idade. Começando já na 4ª década de vida, as evidências sugerem que a massa muscular esquelética e a força muscular esquelética diminuem de forma linear, com até 50% da massa sendo perdida na 8ª década de vida.

Dado que a massa muscular é responsável por até 60% da massa corporal, alterações patológicas neste importante tecido metabolicamente ativo podem ter consequências profundas no idoso. Essas consequências são frequentemente graves em adultos mais velhos, pois os declínios funcionais e de força associados à sarcopenia podem, por sua vez, contribuir para uma série de resultados adversos à saúde, incluindo perda de função, incapacidade e fragilidade.

A causa da Sarcopenia é geralmente considerada multifatorial, podendo gerar consequências como: ativação da via inflamatória, anormalidades mitocondriais, perda de junções neuromusculares, redução do número de células satélites e alterações hormonais.

A principal forma de tratar a Sarcopenia é através de uma boa nutrição, aliada com o manejo adequado da suplementação, junto ao controle metabólico e hormonal. Está provado que os adultos mais velhos provavelmente precisam de ingestão de proteína de 1,0-1,2 grama por quilo de peso corporal ao dia. Suplementos de creatina, altos níveis de vitamina D e outros nutrientes sob investigação podem fornecer ajuda adicional ao manejo do tratamento.

A segunda intervenção, não menos importante, é o exercício, especialmente exercícios de resistência. Eles aumentam a força e a massa muscular, o que leva a um melhor desempenho físico. A fim de estimular a hipertrofia muscular e aumentar a força, sendo viável e eficaz. O exercício aeróbico também se faz fundamental, pois fornece auxílio no adequado funcionamento mitocondrial e também contribui para a melhora da sensibilidade à insulina e controle do estresse oxidativo.

Pesquisas emergentes mostram um papel promissor de hormônios como a testosterona nessa condição, sendo indispensável o tratamento multidisciplinar no manejo da Sarcopenia, Dinapenia e na saúde durante essa etapa da vida.

 

Referências:

1- Walston, Jeremy D. “Sarcopenia in older adults.” Current opinion in rheumatology 24.6 (2012): 623.

2- Ishii, Shinya, et al. “Development of a simple screening test for sarcopenia in older adults.” Geriatrics & gerontology international 14 (2014): 93-101.

3- Park, Hyuntae, et al. “Yearlong physical activity and sarcopenia in older adults: the Nakanojo Study.” European Journal of Applied Physiology 109.5 (2010): 953-961.

4- Cruz-Jentoft, Alfonso J., et al. “Sarcopenia: European consensus on definition and diagnosisReport of the European Working Group on Sarcopenia in Older PeopleA. J. Cruz-Gentoft et al.” Age and ageing 39.4 (2010): 412-423.

5- Bertschi, Dominic, et al. “Sarcopenia in hospitalized geriatric patients: insights into prevalence and associated parameters using new EWGSOP2 guidelines.” European Journal of Clinical Nutrition (2020): 1-8.