As dietas veganas estão cada vez mais populares. Seja pela sua presença na mídia, na internet ou pela sua ascensão como alvo de interesse para a ciência. A dieta vegana é, por vezes, promovida devido a alegados benefícios à saúde, como redução do risco de doenças cardíacas, diminuição do LDL, da pressão arterial e também redução do risco de desenvolver diabetes tipo II e câncer. O veganismo é uma forma de vegetarianismo que exclui o consumo de produtos de origem animal. Em nossa postagem sobre as diferenças entre a alimentação onívora, vegetariana e vegana aprofundamos nossa abordagem sobre as variações entre essas dietas.

Vários atletas de alto nível, como o ex-campeão mundial de boxe David Haye e a campeã de tênis Venus Williams, supostamente adotaram dietas veganas nos últimos tempos. Muitas vezes, o veganismo é produto de fortes crenças éticas relativas ao bem-estar animal. Ativistas veganos foram, por vezes, sujeitos a estigmas, estereótipos e outras atitudes negativas devido ao seu posicionamento contrário ao consumismo animal. O aumento da visibilidade de competidores veganos de alto nível pode sugerir que o veganismo esteja se tornando mais atraente para alguns, podendo estar presente como um estilo alimentar nas mais diversas condições.

Em comparação com onívoros, os vegetarianos tendem a consumir menos gordura saturada e colesterol e mais vitaminas C e E, além de fibra alimentar, ácido fólico, potássio, magnésio e fitoquímicos (produtos químicos vegetais), como carotenóides e flavonóides.

Como resultado, é provável que tenham menor colesterol total e LDL, menor pressão arterial e menor índice de massa corporal (IMC). Sendo todos esses resultados associados à longevidade e a um risco reduzido de desenvolver diversas doenças crônicas.

Alguns pesquisadores alegam que uma dieta vegana poderia oferecer benefícios potenciais de desempenho no esporte, devido ao seu alto teor de antioxidantes (polifenóis), micronutrientes (vitamina C e E) e alimentos ricos em carboidratos típicos de dietas à base de plantas, auxiliando no treinamento e melhorando a recuperação. No entanto, a pesquisa empírica validando esta afirmação é ambígua ou ausente. Na verdade, parece haver uma falta de pesquisas sobre o veganismo no esporte em geral, apesar do interesse na literatura em outras áreas.

Entretanto, dietas veganas mal elaboradas podem predispor indivíduos a deficiências de macronutrientes (proteínas, e gorduras como ômega 3) e micronutrientes (vitamina B12 e vitamina D, ferro, zinco, cálcio, iodo). Isso é particularmente preocupante se pouca atenção for dada a acomodação dos nutrientes que são excluídos devido à eliminação de produtos de origem animal da dieta.

A fim de garantir que as dietas veganas atendam às necessidades de saúde e desempenho (no caso de atletas e desportos veganos), os requisitos dietéticos básicos devem ser atendidos e os objetivos relacionados à dieta devem ser alcançados.

Referências:

Melina, Vesanto, Winston Craig, and Susan Levin. “Position of the academy of nutrition and dietetics: vegetarian diets.” Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics 116.12 (2016): 1970-1980.

Craig, Winston J., and Ann Reed Mangels. “Position of the American Dietetic Association: vegetarian diets.” Journal of the American dietetic association 109.7 (2009): 1266-1282.