O jejum é definido pela abstinência temporária, completa ou incompleta de alimentos. E pode ser utilizado como uma estratégia nutricional, com objetivos como o emagrecimento, por exemplo.

Há diversos tipos de jejuns estudados até os dias atuais. Hoje, vamos falar um pouco mais sobre o jejum intermitente.

Os protocolos de jejum intermitente variam entre os estudos, sendo os mais comuns:

Dia de jejum alternado: É a forma mais estudada de jejum, com exceção do jejum religioso. Neste tipo de protocolo há alternância entre dias de jejum e dias de alimentação ad.libitum (à vontade), que geralmente consiste em uma única refeição que contém aproximadamente 25% das necessidades calóricas basais do indivíduo.

Jejum 5:2: Este protocolo envolve em média 1 a 2 dias de jejum por semana de abstinência alimentar completa, ou restrição calórica severa, em vez de alternar entre maior e menor ingestão de alimentos a cada dia.

Alimentação com tempo de restrição: Os protocolos de alimentação com restrição de tempo envolvem a adesão de uma rotina diária, que exige jejum por um determinado número de horas e alimentação pelas demais horas, em um período de 24 horas.

Abaixo estão exemplificados os protocolos acima citados:

Dentre as adaptações metabólicas proporcionadas pelo jejum intermitente, incluem:
– Aumento da biogênese mitocondrial;
– Aumento da autofagia;
– Redução da atividade da via mTOR;
– Resistência ao estresse;
– Neurogênese, dentre outras.

 

Referências:
Cabo R, Mattson MP. Effects of Intermittent Fasting on Health, Aging, and Disease. N Engl J Med. 2019;381(26):2541-2551. doi:10.1056/NEJMra1905136

Tinsley, G. M., & La Bounty, P. M. (2015). Effects of intermittent fasting on body composition and clinical health markers in humans. Nutrition Reviews, 73(10), 661–674. doi:10.1093/nutrit/nuv041